- Definir HAS corretamente
- Reconhecer as exceções à confirmação
- Situar a prevalência no Brasil
- Explicar o impacto sistêmico
- Organizar os 4 mecanismos fisiopatológicos
A sequência que não pode esquecer
Elevação sustentada, não um pico isolado
Doença crônica não transmissível caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial: PAS ≥140 mmHg e/ou PAD ≥90 mmHg, com técnica correta, confirmada em pelo menos duas ocasiões distintas.
- Lesão de órgão-alvo documentada
- Doença cardiovascular estabelecida
- Hipertensão estágio 3
Natureza da doença: crônica, controlável, não curável — exige tratamento contínuo.
Uma doença que atinge múltiplos órgãos
Mais de um terço da população adulta
das mortes cardiovasculares no Brasil
Podem ser atribuídas à hipertensão arterial — principal fator de risco para óbitos cardiovasculares no país.
Em quem a prevalência é maior?
Até 60 anos: maior prevalência em homens.
Após 60 anos: maior prevalência em mulheres (perda do efeito estrogênico).
Acima de 65 anos: prevalência ultrapassa 65%.
População negra: mais comum e frequentemente mais grave, mesmo considerando fatores socioeconômicos e acesso à saúde.
Alta prevalência, baixo controle
Quatro grandes mecanismos
Não existe causa única. Genética (poligênica), comportamento, psicossocial, ambiente e fatores socioeconômicos interagem entre si.
Sensibilidade ao sal, natriurese por pressão, SRAA, isquemia renal
SRAA, endotelina, hormônios sexuais
Sistema autônomo, atividade simpática, barorreflexo
Disfunção endotelial, remodelamento, rigidez arterial
Implicação terapêutica: a multiplicidade de mecanismos justifica a combinação de dois fármacos em vias diferentes — pode aumentar eficácia e reduzir efeitos colaterais versus só aumentar a dose de um único medicamento.
Brasilândia Pressórica
No centro da cidade, o portão diagnóstico. A pressão precisa bater duas vezes para confirmar.
Tema · Essência · Imagem mental
| Tema | Essência | Imagem mental |
|---|---|---|
| Definição | PAS ≥140 e/ou PAD ≥90 em duas ocasiões | Portão 140/90 batendo duas vezes |
| Crônica | Controlável, não curável | Alarme monitorado |
| Prevalência | 27,9% · 36% · 45% · 65,1% | Placar subindo na cidade |
| Mortalidade | 54% das mortes CV atribuídas à HAS | Céu vermelho sobre o coração |
| Sintomas | Frequentemente assintomática | Multidão com máscaras |
| Controle | Diagnóstico e controle insuficientes | Poucos desligam o alarme |
| Fisiopatologia | Multifatorial | Cidade com várias máquinas |
| Rim | Sal, natriurese, SRAA, isquemia | Rim jogando sal no rio |
| Hormônios | SRAA, endotelina, sexuais | Caldeirão hormonal |
| Neural | Simpático e barorreflexo | Cérebro-sirene |
| Vascular | Endotélio, remodelamento, rigidez | Artéria de concreto |
Pegadinhas que tentam roubar seu ponto
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