Atlas de Síndrome Coronariana Crônica · TEC 2026

Avaliação da dor torácica e da angina

Da semiologia ao desequilíbrio oferta × demanda. Você não vai ler este capítulo: você vai julgá-lo, caso por caso.

SALA DE EMERGÊNCIA
«Dor torácica é uma porta, não um diagnóstico.»
ANTES DE PROCURAR O PROVÁVEL, RECONHEÇA O PERIGOSO.
Rota do capítulo — 13 estações
01

Dor torácica não é sinônimo de angina

Toda dor torácica começa como uma pergunta aberta. Clique em cada causa para ver a pista que a denuncia.

🚨 Regra de entrada

Existem duas listas simultâneas na sua cabeça: a das causas mais prováveis e a das causas que matam mais rápido. Elas quase nunca são a mesma lista — e a segunda é a que decide a ordem da sua conduta.

❤️ Cardíacas
🫁 Não cardíacas

🚨 A prateleira do "não posso perder"

Cinco diagnósticos que, se você não pensar neles nos primeiros minutos, podem não te dar segunda chance. Reconhecê-los depende da apresentação clínica — nenhum deles tem um único sinal obrigatório.

Pergunta para a turma: "Qual desses cinco pode se apresentar com exame físico completamente normal?" — resposta: praticamente todos, em algum momento da evolução. É exatamente por isso que a lista é mental, não física.

Antes de seguir: por que "dor torácica" nunca deve aparecer sozinha como hipótese diagnóstica em uma evolução?

Porque ela é um sintoma-porta: descreve por onde o paciente entrou, não onde ele está. Escrever "dor torácica" como hipótese congela o raciocínio no corredor. O que muda a conduta é a frase seguinte: quais portas eu abri, quais fechei e com que grau de confiança.
A história clínica não é uma coleção de sintomas. É fisiopatologia contada pelo paciente.— Dr. André Rossanno
02

A grande balança do oxigênio

O núcleo do capítulo. Tudo o que vem depois é uma variação desta imagem.

🔥 DEMANDA 🩸 OFERTA
Como ler esta viga

A altura de cada lado mostra o tamanho daquele lado. A demanda sobe quando você a aumenta; a oferta desce quando você a sabota. Isquemia é o momento em que a demanda passa por cima da oferta.

Clique nos fatores abaixo
Equilíbrio: oferta acompanha a demanda. Sem isquemia.
Lado esquerdo

Demanda = FCT

FFrequênciaquantas vezes por minuto o coração se contrai
CContratilidadecom quanta força cada contração acontece
TTensão parietalpressão e raio contra espessura da parede
🟣 Imagem mental

Três halteres empilhados no prato vermelho. Quanto mais rápido, mais forte e mais tensionado, mais oxigênio o coração pede.

Quem carrega halteres para o prato

Situações que elevam o consumo

  • Exercício — o exemplo clássico: sobe FC, contratilidade e PA juntas.
  • Estresse emocional — descarga adrenérgica, mesmo parado.
  • Atividade sexual — esforço físico e adrenérgico somados.
  • Hipertensão — pós-carga alta eleva a tensão parietal.
  • Hipertireoidismo — estado hipercinético crônico.
  • Hipertermia — metabolismo e FC acelerados.
  • Taquicardia de qualquer causa — o caso especial da estação 04.
🟡 Pegadinha TEC

A tensão parietal é a parcela que os alunos esquecem — e é justamente por ela que hipertensão e dilatação ventricular aumentam consumo sem que a frequência mude nada.

Um paciente com estenose coronariana fixa sente angina só ao subir escada. A placa muda de tamanho quando ele sobe?

Não. A obstrução é a mesma às 8h e às 18h. O que muda é o lado esquerdo da balança: a demanda sobe e encontra um teto de oferta que já estava reduzido. Angina, aqui, não é um evento novo na artéria — é um encontro entre uma limitação antiga e uma exigência nova.
O coração não sabe se faltou oxigênio porque pediu demais ou porque recebeu de menos. Ele responde à diferença.— Dr. André Rossanno
03

Os quatro entregadores de oxigênio

A oferta não é uma coisa só. São quatro entregas independentes — e cada uma tem seu sabotador.

Clique em um sabotador e veja qual entregador cai
Mecanismo

Por que a diástole é um "entregador"

O ventrículo esquerdo comprime seus próprios vasos durante a sístole. Por isso sua perfusão predomina na diástole — não é exclusiva dela, mas depende fortemente do tempo diastólico disponível.

FC 60 bpm — diástole ocupa ~70% do ciclo FC 150 bpm — diástole ocupa ~38% do ciclo
🔴 O detalhe que cai em prova

Quando a FC sobe, a sístole encurta pouco. Quem é espremida é a diástole. O tempo de perfusão coronariana some antes do tempo de ejeção.

Mecanismo

O tônus: a estrada também se mexe

O calibre coronariano não é fixo. O endotélio saudável libera óxido nítrico (NO), que vasodilata e ajusta o fluxo à demanda. Com disfunção endotelial, a balança do tônus pende para vasoconstritores (endotelina, estímulo alfa-adrenérgico), e a mesma placa passa a limitar mais.

🟣 Imagem mental

O NO é o fiscal que abre as cancelas quando o trânsito aumenta. Endotélio doente = fiscal ausente: as cancelas ficam meio fechadas justamente na hora do pico.

Por que a anemia pode precipitar angina sem que a estenose coronariana tenha mudado nada?

Porque o oxigênio que chega ao miocárdio depende do conteúdo arterial de O₂, e esse conteúdo é carregado principalmente pela hemoglobina. Menos hemoglobina = menos oxigênio entregue por mililitro de sangue, com o mesmo fluxo. A estrada continua igual; os caminhões é que chegam meio vazios.
04

Taquicardia: a ladra de duas mãos

De todos os personagens deste capítulo, este é o único que rouba dos dois lados da balança ao mesmo tempo.

5070 bpm180
1 ciclo cardíaco SÍSTOLE DIÁSTOLE (perfusão) diástole ocupa 66% do ciclo
🖐️ Mão esquerda — sobe a DEMANDA

Mais batimentos por minuto = mais trabalho por minuto = mais consumo de O₂.

🤚 Mão direita — derruba a OFERTA

A diástole encurta desproporcionalmente e o tempo de perfusão coronariana desaparece.

Taquicardia cobra duas vezes: aumenta o consumo e rouba a diástole.— Dr. André Rossanno
🟡 Pegadinha TEC

Numa questão sobre precipitantes, taquicardia costuma ser oferecida como "aumenta a demanda". Está certo — mas incompleto. Se a alternativa disser "aumenta a demanda e reduz o tempo de perfusão", é essa que você marca.

05

O coração marombeiro

Hipertrofia ventricular esquerda: o músculo que cresceu para resolver um problema e criou outro.

O₂ O₂ MAIS MÚSCULO, MAIS FOME

Três motivos, não um

  1. Mais massa para nutrir. Cada grama de miocárdio a mais é consumo a mais, em repouso e no esforço.
  2. O subendocárdio fica mais longe. A camada mais interna é a última a receber e a primeira a sofrer — e a hipertrofia aumenta essa distância e a pressão que a comprime.
  3. A reserva de fluxo cai. A microcirculação não cresce na mesma proporção da massa, então a capacidade de aumentar o fluxo sob demanda fica reduzida.
🔴 Consequência clínica

Por isso um hipertenso com HVE pode ter angina e isquemia demonstrável mesmo com coronárias epicárdicas sem obstrução importante. A doença, aqui, é do equilíbrio — não necessariamente da placa.

HVE: mais músculo, mais fome.— Dr. André Rossanno
06

Os sabotadores da balança

Oito precipitantes. Para cada um, uma única pergunta: aumentou a fome ou diminuiu a entrega? Decida antes de ver.

0 de 8 respondidos
Todo precipitante de angina aumenta a fome ou diminui a entrega. Alguns fazem as duas coisas — e esses são os perigosos.— Dr. André Rossanno
07

Os três guardas da angina

Três perguntas interrogam toda dor torácica. Acenda os guardas que a história do seu paciente satisfaz.

Nenhum critério marcado.
APERTA

Pressão, aperto, peso, queimação, "um bloco no peito". O paciente não precisa usar a palavra "dor" — muitos negam dor e descrevem desconforto.

APARECE

Esforço físico, estresse emocional, frio, refeição volumosa. O gatilho é aquilo que eleva o consumo.

APAGA

Repouso ou nitrato, em poucos minutos. Se some em segundos ou demora meia hora parado, o padrão já não fecha.

🟡 Terminologia — leia com atenção

A divisão típica / atípica / não anginosa é a classificação clínica tradicional e continua sendo cobrada. Mas há um movimento contemporâneo de abandonar o rótulo "atípica", porque ele foi historicamente lido como "provavelmente não é o coração" — e isso atrasou diagnóstico, sobretudo em mulheres.

A leitura contemporânea prefere descrever a dor como cardíaca, possivelmente cardíaca ou não cardíaca, e tratar os três critérios como modificadores de probabilidade, não como um carimbo. Para o TEC: saiba nomear a classificação tradicional e saiba por que ela vem sendo criticada.

🔴 Armadilha de linguagem

"Dor atípica" nunca significou "dor benigna". Significa apenas que faltou um dos três critérios. Um paciente diabético de 70 anos com dispneia aos esforços e sem dor pode ter DAC grave — e receberia o rótulo de "não anginosa" numa leitura preguiçosa.

Uma paciente de 62 anos descreve "cansaço e um peso no peito" ao subir ladeira, que passa quando ela para. Quantos guardas acenderam?

Os três. "Peso no peito" satisfaz o APERTA (qualidade compatível, sem a palavra "dor"), "ao subir ladeira" satisfaz o APARECE e "passa quando para" satisfaz o APAGA. Repare que o mais fácil de perder aqui é o primeiro — se você exigir a palavra "dor", perde a paciente.
08

A rampa e a bomba

Duas curvas de intensidade × tempo. A diferença entre elas dirige o raciocínio inteiro.

Padrão anginoso

A rampa 🛝

minutos

A demanda sobe, o teto de oferta é alcançado e o desconforto cresce progressivamente, atingindo o máximo em minutos. Cede em minutos com repouso.

Padrão de alerta

A bomba 💣

segundos

Máxima desde o primeiro instante. Isso é pouco característico de angina estável e deve levantar imediatamente síndrome aórtica aguda, TEP, pneumotórax — conforme o contexto.

🟣 Âncora de duração

Segundos ❌ · Minutos ❤️ · Horas contínuas ❌. Não como regra absoluta, mas como padrão semiológico: a angina estável habita a janela dos minutos.

09

SePAM — os quatro que empurram para longe

Características que reduzem a probabilidade de angina clássica. Reduzem. Não zeram.

Se Segundos

Dor de segundos — ou, no outro extremo, contínua por horas e dias sem variação.

P Pleurítica

Varia claramente com a respiração. Aponta pleura, pericárdio, parede.

A Abrupta

Máxima desde o início, sem rampa. A curva da bomba.

M Movimento / palpação

Reproduzida ao mover o tronco ou ao apertar o ponto exato.

⚠️ Trava obrigatória

Nenhuma dessas características, isoladamente, exclui síndrome coronariana. Elas mudam probabilidade. Uma parede dolorosa à palpação e uma coronária ocluída podem coexistir no mesmo tórax — e a parede é bem mais fácil de encontrar.

SePAM empurra a história para longe da angina clássica. Empurrar não é fechar a porta.— Dr. André Rossanno
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A armadilha do nitrato

A pegadinha mais reciclada da dor torácica. Aperte o martelo.

💊⚖️

“Melhorou comigo. Então é coronária.”

❌ Falso

A melhora com nitrato não confirma etiologia coronariana. O nitrato é um doador de óxido nítrico e relaxa musculatura lisa em vários territórios — inclusive o esôfago. Espasmo esofágico difuso pode aliviar com nitrato exatamente como a angina.

E o inverso também é verdadeiro: não melhorar com nitrato não exclui DAC. A resposta ao tratamento é uma pista, não uma sentença.

🟡 Pegadinha TEC

Formato clássico da questão: "dor retroesternal que cedeu após nitrato sublingual — isso confirma origem coronariana?" A resposta é não, e a justificativa esperada cita explicitamente o espasmo esofágico.

NITRATO ALIVIA.
NITRATO NÃO AUTENTICA.— Dr. André Rossanno
Como explicar em 30 segundos: "Nitrato não tem crachá de cardiologista. Ele relaxa músculo liso onde encontrar — coronária, esôfago, veia. Se ele resolvesse só problema de coronária, teríamos um teste diagnóstico de 3 reais."
11

Do perfil clínico à probabilidade pré-teste

Idade + sexo + característica da dor. A lógica primeiro; os números, em segundo plano.

👴 IDADE

Prevalência de DAC sobe com a idade

♂️♀️ SEXO

Prevalências diferentes por faixa etária

❤️ TIPO DA DOR

Quantos dos 3 A a história satisfaz

⬇️
PROBABILIDADE PRÉ-TESTE DE DAC OBSTRUTIVA

Um número antes de qualquer exame — e é ele que dá sentido ao resultado que vem depois.

📜 O que o material histórico mostra

Diamond & Forrester (1979)

Combinaram idade, sexo e tipo de dor em uma tabela de probabilidade pré-teste, e propuseram uma lógica de decisão em três faixas: probabilidade muito baixa (testar rende pouco), intermediária (o teste é mais útil) e muito alta (um teste negativo dificilmente muda a conduta). Os cortes clássicos citados nas aulas são <10%, 10–90% e >90%.

A contribuição que permanece é conceitual: o mesmo exame vale coisas diferentes em pacientes diferentes.

🆕 Como o raciocínio é feito atualmente

O que mudou

  • Os modelos originais superestimavam a prevalência de DAC obstrutiva nas populações contemporâneas — as estimativas atuais são bem mais baixas para os mesmos perfis.
  • Os modelos contemporâneos incorporam mais variáveis (fatores de risco, sintomas como dispneia, dados de exames básicos) e não apenas a tríade original.
  • As faixas de decisão foram redesenhadas: hoje há um grupo de probabilidade muito baixa em que a conduta razoável é não testar, e o teste é reservado a quem tem incerteza suficiente para que o resultado mude a decisão.
🟡 Para o TEC

Antes de fechar cortes numéricos, confira a Diretriz Brasileira de Síndrome Coronariana Crônica vigente da SBC — é ela que manda na prova. Aqui a orientação é deliberadamente conceitual: não decore os percentuais de 1979 como se fossem recomendação atual.

🔗 Ponte para o próximo capítulo

Tudo o que vem depois da probabilidade pré-teste — sensibilidade, especificidade, valores preditivos, Bayes e a escolha entre teste anatômico e funcional — é o assunto do Cassino de Bayes. Aqui você aprendeu a construir o número. Lá você aprende a movê-lo.

Antes do exame, o paciente já carrega uma probabilidade. O exame apenas a desloca.— Dr. André Rossanno
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Angina é um diagnóstico clínico — e nem por isso dispensa exames

Duas frases que parecem se contradizer e não se contradizem.

✅ O que a frase quer dizer

A caracterização da angina começa e se decide na anamnese. Nenhum exame vai te dizer se o desconforto aparece ao esforço e cede em minutos. Essa informação só existe na conversa.

❌ O que ela não quer dizer

Não significa "não preciso de exame nenhum". Os exames respondem outras perguntas: existe DAC obstrutiva? há isquemia? qual a anatomia? qual o risco? há um diagnóstico alternativo? qual a função ventricular?

🧭 A separação que organiza tudo

A anamnese define se a síndrome é angina. Os exames definem o que está por trás dela e o que fazer a respeito. Confundir esses dois papéis é a origem de metade dos pedidos de exame sem pergunta clínica.

13

Exame físico: normal é comum, inútil nunca

Na DAC crônica estável o exame físico pode ser inteiramente normal. Ele continua sendo obrigatório.

Diferenciais

Atrito pericárdico, dor reproduzível, assimetria de pulsos, enfisema subcutâneo, vesículas em faixa.

Sopro aórtico

Estenose aórtica e cardiomiopatia hipertrófica causam angina com coronárias livres.

Sinais de IC

B3, estase jugular, crepitações, edema — mudam prognóstico e conduta.

Doença vascular sistêmica

Sopro carotídeo, aneurisma de aorta palpável, pulsos periféricos reduzidos.

DAP e ITB

Doença arterial periférica é marcador de aterosclerose difusa e eleva o risco.

Comorbidades visíveis

Xantomas, arco corneano precoce, obesidade central, estigmas de tireoide.

Um exame normal não apaga uma boa história.— Dr. André Rossanno

Paciente de 58 anos com angina típica clássica e exame físico rigorosamente normal. Isso reduz a probabilidade de DAC?

Praticamente nada. Na DAC crônica estável, o exame físico normal é o achado esperado — ele não tem poder de reduzir uma probabilidade construída por uma história típica. O valor do exame aqui foi outro: ele afastou sopro de estenose aórtica, sinais de IC e dor de parede. Exame físico normal é informação sobre o que não está acontecendo, não sobre a coronária.

O Tribunal do Tórax

Sete salas. Feche os olhos e percorra: cada sala devolve um bloco inteiro do capítulo. Clique para ver a âncora.

Flashcards

Responda mentalmente antes de virar. Errar aqui é barato; errar na prova, não.

Filtrar tema

Arena TEC

Comentário completo em toda questão: por que a certa está certa, por que as outras não servem e onde mora a pegadinha.

Acertos 0 Respondidas 0

Casos progressivos

Oito histórias. Formule sua resposta em voz alta antes de revelar o raciocínio.

Hipocampo — o que revisar e quando

Seu progresso fica salvo neste navegador. Marque o que já revisou.

Onde você está

Revisão espaçada

Se a prova começasse agora

Sessenta segundos. Só o que não pode faltar.

ANGINADemanda > oferta de O₂ no miocárdio
DEMANDAFCT — Frequência · Contratilidade · Tensão parietal
OFERTASangue (Hb) + O₂ + coronária + diástole
TAQUICARDIA↑ demanda E ↓ diástole — rouba dos dois lados
HVEMais músculo, mais fome — e subendocárdio mais vulnerável
3 AAperta + Aparece + Apaga → típica · 2 → atípica · 0–1 → não anginosa
SePAMSegundos · Pleurítica · Abrupta · Movimento — afastam, não excluem
NITRATOAlivia, não autentica — espasmo esofágico também responde
EXAME FÍSICONormal é o esperado na DAC crônica; não apaga a história
PRÉ-TESTEIdade + sexo + tipo da dor; cortes de 1979 são históricos
A PORTADor torácica ≠ angina. Antes do provável, o perigoso.
Desafio final

Por que um paciente com anemia + taquicardia pode ter angina mesmo sem nenhuma mudança na estenose coronariana?

🩸 ANEMIA → ↓ hemoglobina → ↓ conteúdo arterial de O₂ → ↓ OFERTA
TAQUICARDIA → mais ciclos por minuto → ↑ DEMANDA
⏱️ TAQUICARDIA → diástole encurtada → menos tempo de perfusão → ↓ OFERTA
A BALANÇA QUEBRA → ISQUEMIA → ANGINA

A placa não cresceu um milímetro. Três setas se somaram — duas contra a oferta, uma a favor da demanda — e o teto que antes bastava deixou de bastar. Se você consegue narrar isso sem olhar, o capítulo cumpriu sua função.

Filosofia do Atlas

As frases que sustentam o capítulo. Sorteie uma para abrir a revisão.

— Dr. André Rossanno