Semiologia
Abdominal
Quatro módulos cinematográficos: Inspeção, Ausculta, Percussão e Palpação. Do olhar clínico à manobra que confessa o diagnóstico.
O abdome fala
antes de você tocar
Homem de 72 anos chega ao pronto-socorro com dor abdominal vaga, sudorese fria e sensação de fraqueza. A pressão está limítrofe. O interno, apressado, já pega o estetoscópio e pensa em "gastroenterite".
Mas antes de qualquer toque, você olha. O abdome está discretamente distendido, assimétrico, com uma pulsação central visível. Há uma cicatriz antiga de laparotomia mediana. O paciente está imóvel na maca, respirando curto, com expressão de dor.
- Abdome silenciosamente perigoso
- Obstrução intestinal disfarçada
- Peritonite "quieta"
- Aneurisma de aorta abdominal
- Hérnia encarcerada
- Sangramento retroperitoneal
- Inspeção organizada antes de tocar
- Identifica pistas que mudam a sequência
- Define riscos antes das próximas manobras
- Reconhece o paciente que não pode ser apertado
Posição e visão do examinador
Paciente em decúbito dorsal com abdome exposto do apêndice xifoide à sínfise púbica. O examinador adota dois planos obrigatórios:
02Simetria — comparar quadrantes
03Movimentos respiratórios — abdome acompanha a respiração?
04Pele e coloração — icterícia, estrias, lesões
05Cicatrizes — localização e implicações
06Umbigo — centrado, evertido, nódulo
07Circulação venosa colateral — caput medusae
08Abaulamentos e hérnias — pedir Valsalva se estável
09Peristalse visível — onda atravessando o abdome
10Pulsações visíveis — expansiva ou transmitida?
11Equimoses — Cullen e Grey-Turner
12Comportamento do paciente — imóvel ou inquieto?
Globoso: obesidade, ascite, distensão gasosa, gestação, massa, obstrução.
Escavado: desnutrição, caquexia, neoplasia avançada.
Kocher (subcostal D): colecistectomia aberta.
McBurney (FID): apendicectomia.
Pfannenstiel (suprapúbica): cesárea, ginecologia.
| Sinal/Achado | Como observar | Positivo quando | Diagnóstico provável | Pegadinha |
|---|---|---|---|---|
| 🔴 Abdome imóvel | Observe respiração abdominal | Abdome não acompanha respiração | Peritonite | Imóvel preocupa mais que inquieto |
| 🔴 Distensão global | Frontal e tangencial | Abdome aumentado difusamente | Ascite, gás, obstrução, obesidade | Distensão ≠ ascite |
| 🟡 Cicatriz cirúrgica | Toda a parede | Marca de cirurgia prévia | Aderência, brida, anatomia alterada | Cicatriz muda a hipótese |
| 🔴 Hérnia dolorosa | Umbigo, cicatriz, virilha | Abaulamento doloroso e irredutível | Hérnia encarcerada/estrangulada | Não reduzir sem raciocínio |
| 🔴 Peristalse visível | Olhar tangencial | Ondas atravessam o abdome | Obstrução mecânica | Íleo paralítico é mais "parado" |
| 🔴 Pulsação expansiva | Epigástrio/mesogástrio | Pulsação forte, massa ou dor | AAA | Não palpar agressivamente |
| 🟡 Cullen | Periumbilical | Equimose ao redor do umbigo | Sangramento intra-abdominal | Cullen ≠ Grey-Turner |
| 🟡 Grey-Turner | Flancos | Equimose lateral | Sangramento retroperitoneal | Pode ser tardio |
| 🔵 Caput medusae | Veias ao redor do umbigo | Veias irradiadas | Hipertensão portal | Não confundir com veias superficiais isoladas |
Imagine um anfiteatro abdominal. No centro, a Tenda da Ascite infla, empurrando o umbigo para fora.
Uma cobra intestinal luminosa tenta atravessar um portão fechado: a peristalse visível da obstrução.
Um velho tambor vermelho pulsa no centro: a aorta avisando sobre aneurisma.
Das paredes surgem cicatrizes antigas, como portas secretas: cada porta pode esconder uma brida.
No umbigo, uma mancha roxa: Cullen acende a lanterna. Nos flancos, dois guardas roxos: Grey-Turner vigia o retroperitônio. No teto, veias serpenteiam como Medusa: hipertensão portal.
No fundo, o paciente fica imóvel como estátua: o peritônio inflamado não deixa respirar fundo.
- Inspeção abdominal vem antes de tocar
- Abdome imóvel sugere peritonite
- Paciente inquieto lembra cólica
- Cicatriz antiga pode indicar obstrução por brida
- Cullen = umbigo; Grey-Turner = flanco
- Peristalse visível com vômitos sugere obstrução mecânica
- Pulsação expansiva em idoso com dor: pense em AAA
"O abdome perigoso nem sempre grita: às vezes ele apenas mostra uma cicatriz, uma veia, uma onda ou uma pulsação."
O abdome sussurra,
borbulha, tilinta e silencia
Mulher de 68 anos com dor abdominal em cólica, náuseas, vômitos e distensão progressiva. Teve laparotomia há 12 anos. O aluno ansioso já quer palpar fundo.
Você segura a mão dele e coloca o estetoscópio. No quadrante superior esquerdo surge um som agudo, metálico, em "tlim-tlim", seguido de borborigmos intensos em ondas.
- Achar que ruído presente exclui gravidade
- Achar que silêncio é sempre normal
- Auscultar depois de palpar
- Declarar "ausente" em 5 segundos
- Ausculta antes da palpação e percussão
- Interpreta junto com dor, distensão e contexto
- Reconhece ruído metálico como alerta
- Ausculta vascular nos pontos certos
Artérias renais: lateral ao umbigo → estenose de artéria renal (hipertensão resistente!).
Ilíacas/femorais: fossas ilíacas e virilhas → doença arterial periférica.
Com o examinador à direita do paciente, olhando de frente para o abdome, use sempre o mesmo circuito em sentido horário. Comece no ceco (FID), que costuma ter boa atividade intestinal audível.
| Região | O que auscultar | Utilidade clínica principal |
|---|---|---|
| Hipocôndrio D | Ruídos, atrito hepático raro | Fígado, vesícula, cólon direito alto |
| Epigástrio | Ruídos, sopro aórtico, sucussão gástrica | Estômago, aorta, pâncreas, obstrução pilórica |
| Hipocôndrio E | Ruídos, atrito esplênico raro | Baço, estômago, cólon esquerdo alto |
| Flanco D | Ruídos, sopro renal direito | Cólon ascendente, rim/vasos renais |
| Mesogástrio | Ruídos centrais, sopro aórtico | Delgado, aorta, obstrução |
| Flanco E | Ruídos, sopro renal esquerdo | Cólon descendente, rim/vasos renais |
| FID | Ruídos ileocecais | Íleo terminal, ceco, apêndice |
| Hipogástrio | Ruídos baixos | Bexiga distendida, útero, alças pélvicas |
| FIE | Ruídos baixos | Sigmoide, diverticulite, cólon distal |
O abdome é uma cidade subterrânea com nove bairros. Você entra com um estetoscópio-radar dourado.
No bairro ileocecal, pequenas rodas d'água fazem "glub-glub": ruídos normais.
Uma cobra intestinal tenta atravessar um portão de ferro fechado. Ela bate, torce, empurra: Tlim. Tlim. Tlim. É a obstrução mecânica.
Mais adiante, um bairro escuro, sem moradores, sem vento: silêncio pesado do íleo/peritonite.
Na avenida central, uma artéria vermelha estreitada vira flauta turbulenta: sopro vascular.
- No abdome: inspeção → ausculta → percussão → palpação
- Auscultar em sentido horário pelas 9 regiões, começando na FID
- Ruído presente não exclui obstrução
- Ruído metálico + cólica + vômitos + distensão = obstrução mecânica
- Silêncio abdominal em paciente grave preocupa
- Sopro abdominal é pista vascular, não diagnóstico fechado
- ~5–35/min normoativo; <5 hipoativo; >35 hiperativo
"O intestino barulhento pode estar lutando; o intestino silencioso pode estar sofrendo. O semiologista não escuta som: escuta contexto."
O dedo vira sonar:
ar, líquido, víscera ou perigo
Homem de 58 anos com dor abdominal súbita, intensa, difusa. Pálido, imóvel, abdome rígido. O aluno vê dor abdominal e pensa: "vou procurar Giordano".
Você interrompe e começa a percussão na área hepática. O som maciço esperado desapareceu. No lugar da macicez hepática, surge timpanismo.
Dedo médio da mão não dominante apoiado firmemente na parede. O golpe vem do punho da mão dominante — curto, seco, leve a moderado. Nunca bater forte demais em abdome doloroso: provoca defesa e vira tortura.
Positivo: timpanismo na área de macicez hepática.
Mecanismo: ar livre subdiafragmático interpõe-se entre parede e fígado.
Diagnóstico: 🔴 Pneumoperitônio / Perfuração de víscera oca.
Positivo: área de macicez muda de posição — líquido segue a gravidade.
Positivo: onda líquida contralateral. Melhor para ascite volumosa.
Traube maciço pode ocorrer por: esplenomegalia, estômago cheio, derrame pleural E, ascite, massa, cólon cheio, técnica inadequada.
NÃO CONFUNDIR COM JOBERT.
| Sinal/Manobra | Como fazer | Positivo quando | Diagnóstico provável | Pegadinha |
|---|---|---|---|---|
| 🔵 Timpanismo difuso | Percutir 9 regiões | Som ressonante predominante | Gás, distensão, obstrução, íleo | Não diferencia mecânico vs paralítico |
| 🔴 Jobert | Percutir área hepática | Timpanismo substitui macicez hepática | Pneumoperitônio / Perfuração | ≠ Giordano/Goldflam |
| 🟡 Macicez em flancos | Centro → laterais | Flancos maciços com centro timpânico | Ascite | Obesidade pode confundir |
| 🔵 Macicez móvel | Percutir após mudar decúbito | Macicez muda de local | Ascite | Ascite pequena pode passar despercebida |
| 🔵 Piparote | Golpe num flanco, sente no outro | Onda líquida contralateral | Ascite volumosa | Falso positivo em obesidade |
| 🟡 Traube maciço | Percutir hipocôndrio E | Perda do timpanismo habitual | Esplenomegalia possível | Não é obrigatoriamente baço aumentado |
| 🔵 Hepatimetria | Linha hemiclavicular D | Delimita macicez hepática | Estima tamanho hepático | Não palpável ≠ normal |
| 🔴 Macicez suprapúbica | Percutir hipogástrio | Som maciço baixo | Bexigoma, massa pélvica, gestação | Bexiga cheia simula massa |
| 🔴 Giordano/Goldflam | Punho-percussão lombar | Dor na região lombar/costovertebral | Acometimento renal | ≠ Jobert (não é percussão abdominal) |
O abdome é um castelo de nove salas. Você entra com um dedo-sonar.
Na sala central, o Salão do Tímpano ecoa como tambor: gás nas alças.
Nos flancos, dois lagos silenciosos abafam o som: ascite. Quando você vira o castelo de lado, os lagos escorrem: macicez móvel.
No hipocôndrio direito, deveria existir o Leão do Fígado, pesado e maciço. Mas ele sumiu. No lugar, há um balão de ar preso sob o diafragma: Jobert, o ar livre zombando da macicez hepática.
No hipocôndrio esquerdo, a Taverna de Traube normalmente toca tambor. Se fica muda: pode haver baço aumentado ou intruso.
- Timpanismo sugere gás; macicez sugere líquido, massa ou órgão
- Ascite: timpanismo central + macicez em flancos + macicez móvel
- Jobert: timpanismo na área hepática = ar livre = EMERGÊNCIA
- Giordano/Goldflam: punho-percussão lombar = renal
- Traube maciço não confirma esplenomegalia sozinho
- Hepatimetria estima tamanho; fígado não palpável ≠ normal
"Na percussão abdominal, o erro mata quando o candidato chama Jobert de Goldflam: ar livre é tambor no lugar do fígado."
A mão que diagnostica
sem agredir
Mulher de 23 anos com dor há 18 horas. Começou periumbilical, migrou para FID. Náuseas, inapetência, febre baixa.
O aluno, em "modo caçador de sinal", vai direto para a FID e aperta fundo. A paciente contrai o abdome inteiro, reclama e perde confiança no examinador.
Involuntária: contração reflexa por irritação peritoneal. Persiste apesar do relaxamento. Localizada ou difusa. Sugere gravidade.
Todas as manobras preservadas na íntegra conforme os adendos clínicos. Números de sequência mantidos.
POSITIVO: Dor maior na descompressão do que na compressão.
MECANISMO: A descompressão movimenta o peritônio inflamado.
DIAGNÓSTICO: Irritação peritoneal.
POSITIVO: Paciente interrompe subitamente a inspiração por dor.
MECANISMO: Na inspiração, fígado e vesícula descem. A vesícula inflamada encosta nos dedos do examinador.
DIAGNÓSTICO: Colecistite aguda.
POSITIVO: Paciente sente dor na fossa ilíaca direita.
MECANISMO: A compressão desloca gás e conteúdo colônico no sentido retrógrado, distendendo o ceco e irritando o apêndice inflamado.
DIAGNÓSTICO: Apendicite aguda.
FORMA PASSIVA: Paciente em decúbito lateral esquerdo. Examinador faz extensão passiva do quadril direito.
POSITIVO: Dor no QID ou FID.
MECANISMO: O músculo iliopsoas distende ou contrai. Apêndice inflamado próximo gera irritação dolorosa.
DIAGNÓSTICO: Apendicite retrocecal.
POSITIVO: Dor em hipogástrio, pelve ou FID.
MECANISMO: A rotação tensiona o músculo obturador interno. Apêndice em posição pélvica gera dor.
DIAGNÓSTICO: Apendicite pélvica.
POSITIVO: Piora da dor na FID ou no ponto de McBurney.
MECANISMO: A contração da musculatura D aumenta a tensão local, comprimindo a área inflamada contra a mão.
DIAGNÓSTICO: Apendicite aguda.
POSITIVO: A tosse piora a dor em FID ou no local inflamado.
MECANISMO: A tosse aumenta subitamente a pressão intra-abdominal e movimenta o peritônio inflamado.
DIAGNÓSTICO: Apendicite com irritação peritoneal.
POSITIVO: Desconforto, dor ou sensação desagradável em epigástrio ou região precordial.
MECANISMO: Dor referida por estímulo visceral/peritoneal associado à região apendicular.
DIAGNÓSTICO: Apendicite.
POSITIVO: Dor referida em FID.
DIAGNÓSTICO: Apendicite.
HIPERESTESIA: Sensibilidade cutânea aumentada na FID, descrita em irritação segmentar, frequentemente lembrada nas áreas do triângulo de Sherren.
MECANISMO: Na obstrução maligna progressiva, a vesícula distende lentamente sem inflamação aguda — por isso não dói como colecistite.
DIAGNÓSTICO: Obstrução biliar crônica/progressiva: neoplasia periampular, tumor de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma distal.
| Sinal | Como fazer | Positivo quando | Sugere | Pegadinha |
|---|---|---|---|---|
| Blumberg | Comprime e solta | Dor maior ao soltar | Irritação peritoneal | Não é só apendicite |
| Murphy | Palpa ponto cístico na inspiração | Interrompe inspiração por dor | Colecistite aguda | Clínico ≠ ultrassonográfico |
| Rovsing | Palpa FIE | Dor na FID | Apendicite | Dor aparece longe da compressão |
| Psoas | Elevação ativa ou extensão passiva do quadril D | Dor na FID | Apendicite retrocecal | Dor pode ser menos anterior |
| Obturador | Flexão 90° + rotação interna do quadril D | Dor hipogástrica/FID | Apendicite pélvica | Pode confundir com doença pélvica |
| Lapinsky | McBurney + elevação da perna D | Piora da dor na FID | Apendicite | Parece psoas, mas com compressão em McBurney |
| Dunphy | Paciente tosse | Dor piora | Irritação peritoneal/apendicite | Não é palpação direta |
| Aaron | Pressão profunda em McBurney | Dor/desconforto epigástrico | Apendicite | Eponímico pouco usado |
| Ten Horn | Tração suave do cordão/testículo D | Dor na FID | Apendicite | Sinal histórico |
| Sumner/Sherren | Avaliar tensão/hiperestesia cutânea | Defesa ou hipersensibilidade | Irritação apendicular | Nomenclatura varia |
| Courvoisier-Terrier | Palpar vesícula em paciente ictérico | Vesícula palpável e indolor | Obstrução maligna | Não é colecistite aguda |
Imagine o apêndice como um dragão inflamado escondido na fossa ilíaca direita.
Rovsing aperta a esquerda, mas o dragão grita à direita.
Psoas puxa a perna e cutuca o dragão escondido atrás do ceco.
Obturador roda o quadril e irrita o dragão que desceu para a pelve.
Dunphy faz o paciente tossir e o castelo treme.
Lapinsky aperta McBurney enquanto a perna acende a sirene.
Aaron toca McBurney e a campainha toca no epigástrio.
Ten Horn puxa um fio distante e o dragão responde.
Blumberg solta a parede e o peritônio inflamado berra.
- Palpação começa longe da dor, superficial, região dolorosa por último
- Defesa voluntária relaxa; involuntária persiste = peritonite
- Blumberg = irritação peritoneal, não só apendicite, não é primeira manobra
- Murphy = vesícula inflamada interrompe a inspiração
- Rovsing = aperta FIE, dói FID
- Psoas = retrocecal; Obturador = pélvico
- Courvoisier = vesícula indolor + icterícia = obstrução maligna
"A mão do semiologista não invade o abdome: ela negocia com a parede até a víscera confessar."
Flashcards
3D
INSPEÇÃO — Leia as paredes do castelo antes de entrar. Uma pulsação no centro pode ser um aneurisma. Uma onda atravessando o castelo: obstrução. Uma mancha roxa no umbigo: Cullen. Nos flancos: Grey-Turner. Veias irradiando do umbigo: Medusa hipertensiva.
AUSCULTA — Escute as vozes do castelo. Borborigmos normais: moradores conversando. Marteladas metálicas: intestino lutando contra obstrução. Silêncio pesado: íleo ou peritonite. Uma flauta no epigástrio: sopro aórtico. Fio elétrico periumbilical: zumbido venoso.
PERCUSSÃO — Bata nas paredes com o dedo-sonar. No salão do fígado, se soar como tambor onde deveria ser maciço: Jobert, ar livre, emergência. Nos flancos, se os lagos aparecerem e se moverem: ascite. Na Taverna de Traube silenciosa: baço ou intruso.
PALPAÇÃO — Negocie com a parede antes de interrogar as vísceras. O dragão apendicular se esconde: Rovsing o denuncia, Psoas o cutuca atrás, Obturador o encontra na pelve, Blumberg faz o peritônio berrar. Murphy interrompe a inspiração. Courvoisier sussurra neoplasia.